quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

História de 2009, ansiedade por 2010

            Ainda não sei ao certo como descrever o meu enredo. A verdade é que este meu rolo não foi planejado em momento algum, assim como alguns acontecimentos que simplesmente surgiram  eu aprendi a lidar com eles e, de certa forma, muitas coisas ainda estou aprendendo.

            Minha história é um tanto quanto longa, portanto procurarei ser o mais breve possível. Adianto desde já que ele não foi o primeiro relacionamento virtual. Em 2008 eu tive duas outras experiências desse tipo.

Uma delas com um francês que morava – ainda deve morar – na Austrália; por mais que eu me identificasse muito com ele, no final das contas eu me machuquei bastante. Ele não era o tipo de cara que sabia me tratar e me valorizar da forma que eu mereço ser tratada e valorizada. Acontece que quando você se sente muito sozinha e o mundo está literalmente caindo sobre você, o costume de agarrar a primeira coisa que passa diante de você é inevitável. Bem, foi isso que eu fiz. Conclusão: naufrágio.

Depois conheci um outro garoto, este austríaco. Assustadoramente ele era o oposto extremo daquele outro. Sim, ele me tratava bem, a gente se gostava, mas, por favor, o quesito maturidade simplesmente é indispensável para mim. Enquanto eu estava disposta a enfrentar os meus problemas e correr atrás dos meus sonhos, ele estava ais interessado em usar o nosso relacionamento como uma espécie de válvula de escape para as complicações que ele não sabia encarar, muito menos solucionar. Chegamos a marcar o final do ano como época perfeita para nos conhecermos. Ele viria pra cá, nos conheceríamos e as conseqüências desse nosso encontro viriam com a convivência. Bem, não deu certo. Eu terminei com ele antes que a data do nosso encontro chegasse.

Nesse período eu estava acessando um site que uma amiga minha me havia indicado. www.interpals.net. Lá você conhece pessoas de todas as partes do mundo, melhoras os idiomas que já conhece, além de aprender novas línguas e fazer bons amigos. Pois bem, me cadastrei justamente com a ideia de praticar e melhorar os idiomas que conheço: italiano, inglês e espanhol. Para mim é perfeito porque posso aprender, ensinar e conhecer culturas e idiomas, além de criar novos amigos virtuais.

Foi justamente no Interpals que nós tivemos o nosso primeiro contato. Na verdade, segundo ele me confessou na primeira vez que nos falamos pelo MSN, há algum tempo ele estava querendo vir falar comigo, mas não tinha muita certeza se eu iria gostar de conversar com ele. Na realidade, a primeira mensagem que ele m escreveu foi questionando o meu gosto “horrível” de músicas e cantores italianos. De acorodo com ele, é vergonhoso demais saber que alguns artistas italianos são conhecidos aqui no Brasil. Podem imaginar: eu adoro as músicas da Laura Pausini e ele detesta a sua voz, as músicas, tudo relacionando à ela. Mas conto-lhes um segredo, na nossa primeira conversa pela webcam ele me mostrou o primeiro álbum da cantora que ele comprou. A desculpa? “Quando você é adolescente você tem gostos estranhos e errados.”. Claro, eu finjo até hoje acreditar nessa desculpinha esfarrapada.

Mas voltando à essência do meu post, eu me lembro até hoje o nosso primeiro contato. Ele estava doente, gripado. Eu estava fazendo um curso durante a tarde promovido pelo meu atual emprego. Logo, eu tinha a minha manhã livre. Havia acabado de me formar em Jornalismo e estava entrando em uma área absolutamente nada igual ao mundo da comunicação social. Estava mais para o campo dos números e cálculos. Ele me pediu para que eu o adicionasse no MSN. Assim que o fiz, tivemos a nossa primeira conversa, já com as câmeras ligadas, mas sem som. Qual não foi a minha surpresa ao ver aquele homem lindo na minha frente? Contudo, eu preciso explicar que o que me fez adicioná-lo no Messenger não foi o fato dele ter olhos azuis, mas as mensagens que ele me escrevia no início. Desde o começo ele me intrigava, me deixava curiosa, me fazia querer saber mais sobre ele, sobre a vida dele.

De qualquer forma, nossa primeira conversa durou cerca de 4 horas, ou até mais. Sim, bem mais, quase umas seis horas. Eu estava de férias do curso, época festiva, essa época que estou vivenciando novamente, mas desta vez com ele já na minha vida. E desde o começo nós sempre brincamos. Vocês sabem, brincar de flertar, sem nada sério envolvido. Puxa, na vida real costuma-se fazer isso com tanta freqüência, por que no virtual não seria diferente? O que eu não contava, e talvez ele também não esperasse, é que nós fossemos nos tornar muito amigos, amigos íntimos, amigos mais que amigos.

Pensando neste 2009, ele foi uma das melhores coisas que a vida me regalou. É ele quem me faz rir, quem me faz ficar com raiva, quem me escuta, quem se recusa a me contar coisas tristes porque pensa que me aborreceria, o que não é verdade e ele precisa entender isso vindo de mim. Porque mesmo com os altos e baixos nossa relação é assim, uma relação que não tem começo, meio, muito menos fim. Algo que acontece sem percebermos e quando nos damos contas estamos olhando um para a cara do outro – pela webcam, é claro – fazendo aquelas aras bobas, com sorrisos bobos, com olhos brilhantes e ansiosos por algo que no momento não podemos ter entre os dedos. Se eu for parar pra pensar, ele é uma espécie de o melhor dentre os meus erros, ou acertos. É ele que eu quero mais do que nunca neste ano de 2010. E sim, ele será meu, só meu!           

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Relacionamento virtual: Por quê?



           Muitas pessoas me falam que eu poderia muito bem escolher qualquer pessoa do mundo real para me relacionar. Sim, eu poderia conhecer um garoto que morasse na mesma cidade em que eu moro, no mesmo país que o meu, que possui o mesmo fuso horário. Sairíamos diversas vezes para nos conhecermos melhor, ficaríamos no início para termos absoluta certeza de que podemos ter um belo futuro, não tão distante, como um lindo casal de apaixonados. Bem, o resto, nada do que alguns anos de namoro para nos fazer enxergar se somos perfeitos um para o outro. Eu sei, isso seria tão clichê, mas tão mais provável de dar certo. Contudo, eu optei pelo diferente, pelo incomum, pelo incerto.


            Eu só decidi agora montar este blog e falar sobre a minha atual história, porque sei que o rumo do meu rolo está um tanto quanto mais “sério”, apesar de não ser sério. A verdade é que eu e ele já estamos nessa situação há 1 ano e eu sei que independente do final dessa história, vai ser muito bom contar as minhas experiências e, porque não dizer, dar algumas dicas, alguns toques que eu mesma costumo aprender por conta própria.

            Contudo, como eu estava dizendo, optei pelo relacionamento virtual por algumas razões.
  1. Meus amigos reais quase não saem de casa. Por conseqüência, eu também não costumo sair.
  2. Eu sempre tive amigos virtuais desde a década de 90. Alguns deles já conheci pessoalmente. Logo, relacionar-me de forma mais “interessante” é, basicamente, o mesmo processo.
  3. Os garotos com que me relacionei anteriormente, no mundo real, sempre se mostraram bastante imaturos e eu sempre preferi um tempo pré-ficada/namoro, criar uma amizade que me permitisse compreender os meus sentimentos pela pessoa, assim como ela por mim. Além do mais, isso me permite conhecer melhor a pessoa, saber mais a seu respeito.
            Claro que um relacionamento virtual nós não podemos escolher. Bem, pelo menos no sentido de por quem nos interessamos. A rede é imensamente ampla e diariamente milhões de pessoas se conectam, criando novos contatos em um piscar de olhos. A verdade é que comigo não foi diferente, eu simplesmente me conectei e quando dei por mim lá estávamos ele e eu: eu aqui no Brasil, ele na Itália e um fuso horário infernal que oscila de 3 a 5 horas ao ano. Eu recém-formada em Jornalismo, ele professor lecionando física e matemática. Se o nosso rolo vai dar certo? Bem, eu não sei. O que eu sei é que no meu próximo post eu vou lhes contar como nos conhecemos, quem começou a falar com quem, e os nossos primeiros contatos.